quarta-feira, 17 de março de 2010

TRABALHO DA TURMA 3001 - MARÇO 2010




O século terrível. Ou não?

Ele teve as piores guerras, holocausto
e Hiroshima. Mas acaba glorioso (matéria retirada da revista Veja)

Do ponto de vista das matrizes históricas e mentais – e não do calendário –, este século foi mais curto que os outros. Começou na I Guerra Mundial, em 1914, e se encerrou com o esfacelamento do império soviético, em 1991. Até a I Guerra, a humanidade vivia no clima de estabilidade política e crença no progresso que caracterizaram o século anterior. Depois do colapso do comunismo soviético, o mundo subitamente se descobriu num período tão diferente do século 20 que seria mais apropriado imaginar que já estava com a cabeça no século seguinte, o 21. Curiosamente, as duas extremidades deste século mantêm semelhanças enormes. A democracia, tanto lá quanto aqui, é um valor universal e conquista um número crescente de países. A tecnologia em expansão acelerada devolve à humanidade a esperança de progresso continuado e padrão de vida ascendente. Há, ainda, a globalização do comércio e das finanças, que envolve o mundo numa teia fabulosa de possibilidades.

Entre as duas pontas, a humanidade conheceu o que, sob alguns aspectos, foi o período mais negro de sua história. As guerras mais sangrentas já vistas pelo homem foram travadas no século 20. Competiram pelo domínio do mundo os dois totalitarismos, o comunista e o nazi-fascista, que aplicaram projetos monstruosos de engenharia social em milhões de seres humanos e, no processo, cometeram as maiores barbaridades testemunhadas contra multidões indefesas. Em decorrência da disputa ideológica e armamentista entre Estados Unidos e União Soviética, o mundo tornou-se um silo atômico capaz de dectruir toda a vida na Terra várias vezes. É difícil imaginar um século mais terrível do que este.

O século 20 será lembrado ainda por uma mudança espiritual de grande impacto em todos os aspectos da vida humana. Pensadores, cientistas, escritores e pintores, pela primeira vez na história da humanidade, fizeram evaporar de um momento para o outro certezas que levaram eras inteiras para se solidificar. Foi no século 20 que se tornaram relativas coisas concretas como matéria e energia, tempo e distância, da mesma forma que sofreram uma relativização conceitos abstratos como certo e errado, justo e injusto. Isso teria conseqüências de alcance extraordinário na história desse período. O homem que chegou ao limiar do século 20 e aquele que agora se prepara para ultrapassar a entrada do século 21 são criaturas separadas por essa terrível transformação. O primeiro acreditava em verdades absolutas, em códigos morais, na conduta certa e na errada. O segundo olha tudo isso sob o prisma da dúvida. Perdeu as certezas.

Com todos os problemas que perturbam o mundo nos dias atuais, a impressão que se tira deste fim de século é que ele acaba muito melhor do que começou. Eis a grande surpresa do século 20. Ter desembocado num presente estável, quando tudo nele foi violento e imprevisível. Com um pouco de otimismo, pode-se constatar que nos últimos dez anos, pela primeira vez na história da humanidade, a liberdade política e sua irmã gêmea, a liberdade econômica, espalharam-se, em graus variados, pela maioria dos países do planeta. O espectro da guerra é menos presente hoje do que em décadas anteriores, num século que começou com a guerra que acabaria com todas as guerras. Menos indivíduos temem hoje a ira do ditador. Mais gente desfruta bens materiais, maior segurança contra as intempéries e as iniqüidades da condição humana, como as doenças. A expectativa de vida chegou aos 80 anos nos países industrializados. Já beira os 70 nas nações em desenvolvimento.

Sob certos aspectos, este é um período formidável. As descobertas científicas feitas durante o século começam a dar frutos. A quebra do átomo, a decifração da linguagem genética do DNA, as tecnologias limpas, a racionalidade crescente das doutrinas econômicas, tudo isso permite visualizar o futuro imediato com menos apreensão. Milhões de crianças, mulheres e homens ainda sofrem nos bolsões medievais do planeta, mas começa a parecer possível que a miséria deles seja erradicada um dia. A fome tornou-se um fenômeno insular, produzida principalmente por guerras civis no sub-Saara africano. É um avanço notável especialmente quando a lotação da Terra é significativa. Vive-se em um mundo onde o número de terráqueos, mais de 6 bilhões, equivale a quatro vezes o total de habitantes no começo do século.

omodidades mínimas como carruagens ou operações com uso do éter anestésico só estavam disponíveis para a ínfima parcela de 1,6 bilhão de seres humanos contemporâneos do final do século 19. É impressionante que se tenha obtido no alvorecer do terceiro milênio um grau razoável de qualidade de vida para a maioria dos 6 bilhões de habitantes do mundo. Esse período viu o surgimento do avião e da nave espacial, do televisor e do telefone celular, da manipulação genética e dos transplantes, do computador e da internet. Não se sabe como esses campos se desenvolverão no próximo século, mas a expectativa é de que os saltos sejam de magnitude jamais vista. O impacto da internet será seguramente tão grande quanto o da tipografia desenvolvida pelo ourives alemão Johannes Gutenberg em 1455, a grande revolução tecnológica do milênio que está acabando. A disseminação da informação numa velocidade e alcance impossíveis antes da internet tem potencial para instalar uma nova idade de ouro no planeta. Algo parecido com o Renascimento de 500 anos atrás. É com esse grau de expectativa que se transpõe a fronteira para o século que está chegando.

(nota do professor: esse texto foi escrito em 1999 - antes dos ataques terrroristas, da segunda guerra do Golfo...)

Questões sobre o texto e para pesquisa em outras fontes (atenção: algumas respostas são estritamente PESSOAIS - respostas iguais causarão a ANULAÇAO DO TRABALHO!)


1 - Eric Hobsbawn define o século XX como "O Breve Século XX". Retire do texto a passagem que pode se relacionar a essa definição.


2 - Pesquise em outras fontes e responda: qual aspecto do nazismo pode ser considerado o mais "monstruoso", como diz o texto?


3 - Pesquise e responda: qual filosofia era caracterizada pela "crença no progresso", como diz o texto?


4 - "Nada sei sobre a 3ª Guerra Mundial; a 4ª, porém, será disputada com pedras e paus". Essa foi a resposta de Einstein quando lhe perguntaram como imaginava que seria a 3ª Guerra Mundial. Responda:

a - o que Einstein quis dizer com essa frase?


b - retire do texto a passagem que pode se relacionar a ela.

sábado, 23 de maio de 2009

FLYBOYS - 3º ano Ensino Médio


Flyboys é um filme sobre a Primeira Guerra Mundial, o que é raro... temos muitos sobre a Segunda e quase nada sobre a Primeira... Flyboys é também baseado em uma história real, o que é sempre muito legal... trata-se de um grupo de americanos que, mesmo antes da participação oficial dos Estados Unidos na guerra, se alista como voluntários para uma equipe de pilotos na França. O filme é a história de cada um deles, porque partiram, o que fizeram, e como saíram (ou morreram) na guerra. Isso tudo recheado com ótimas cenas de batalhas aéreas!
Flyboys é o tema de mais um trabalho para o 2º Bimestre e, dessa vez, vocês deverão postar as respostas aqui mesmo. Para quem não sabe como fazer, vamos lá, passo a passo:
1 - primeiro você entra no blog História é Facil e fica deslumbrado como ele é maneiro e de bom gosto... hehehehe...
2 - localiza o post (ou postagem) do tema do trabalho, onde estão as perguntas que eu fiz.
3 - clica em cima de onde está escrito "comentários", no post.
4 - vai abrir uma janela branca, com o título "postar um comentário".
5 - você escreve nessa janela o seu nome, seu número e sua TURMA. ATENÇÃO: dados incompletos podem causar perda da nota! não esqueça seu nome e sua turma!
6 - Bem, após inserir seus dados no cabeçalho, responda as perguntas que foram feitas sobre o filme.
7 - Agora, você já está pronto para enviar seu comentário com suas respostas. Embaixo da janela onde você escreveu, aparece a frase: "comentar como". Onde está escrito, "selecionar perfil", escolha "anônimo" e depois clique em "postar comentário".
8 - Vai aparecer uma mensagem dizendo: "seu comentário estará visível depois de ser aprovado". Ou seja, depois que eu tiver lido. Mas fique tranquilo.
Agora, aproveite que você já está aqui e deixe um comentário para ver se aprendeu direitinho como fazer, ok?
Qualquer dúvida, podem me perguntar no msn! Abraços a todos!

terça-feira, 24 de março de 2009

2º ANO: A INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS:


a Independência dos Estados Unidos (1776) é um dos marcos iniciais da Idade Contemporânea e, com certeza, um dos mais importantes... conhecida também como Revolução Americana (não é à toa que o historiador Eric Hobsbawn se referiu à essa época, alvorecer da Idade Contemporânea, como "A Era das Revoluções", por terem sido tantas e tão importantes...), a Independência dos nossos "brothers" do Norte representou o primeiro momento em que uma colônia da América libertou-se da metrópole (no caso, a Inglaterra)... em tempo: "metrópole" era o país colonizador e colônia... bom, óbvio, colônia era a região dominada, conquistada, e, na maioria das vezes, explorada... exemplo? Portugal, metrópole do Brasil... depois falaremos mais sobre essa relação complicada! outra coisa importante sobre a Independência dos Estados Unidos é que ela foi, para os amantes da liberdade e inimigos da nobreza, a confirmação PRÁTICA dos ideais do Iluminismo (QUAIS ideais, professor? lembra da bandeira da França, nos jogos de Copa do Mundo? azul, branca e vermelha? pois é, são os ideais da Revolução Francesa, simbolizando "liberdade, igualdade e fraternidade", ou seja, basicamente tudo o que os filósofos iluministas acreditavam)... por hoje é só, mas voltaremos a falar desse assunto. E pra quem curte cinema, a dica é "O Patriota", com Mel Gibson e Heath Ledger, ótimo filme que conta um pouco sobre a independência dos americanos... ah, o bonequinho da imagem foi criado com base no personagem de Mel Gibson...

sexta-feira, 20 de março de 2009





6º ANO: A EVOLUÇÃO DOS HUMANOS
Ninguém sabe quando surgiram os primeiros seres humanos... alguns cientistas afirmam que foi há uns 5 milhões de anos, outros há 2 milhões, alguns há 1 milhão de anos... certo é que é muuuito tempo... e outra coisa: sabe aquela história de que “o homem veio do macaco”? Pois é, esquece isso... homens e macacos vieram sim, de um “avô” dos dois, evoluíram desse parente anterior... mas nós não “viemos”deles!!! Sabemos também que os primeiros seres humanos surgiram na África, que, por isso, é chamada de “berço da humanidade”.
Os primeiros foram chamados de australopitecos... e já caminhavam eretos, mas pareciam bastante com macacos. Depois, surgiu o Homo erectus, também na África, com um cérebro maior e postura ainda melhor... aliás, dizem que o ser humano tornou-se bípede (fique ligado: “bípede” quer dizer que anda sobre duas pernas...) como uma forma de sobreviver na savana da África (savana é aquele ambiente de mato alto e poucas árvores, onde hoje vivem leões e zebras...). E por que ser bípede era uma vantagem? Pense um pouco: sobre duas pernas, os hominídeos (nome pelo qual chamamos os antepassados do homem moderno) podiam enxergar mais longe a ameaça dos predadores!
Mais tarde surgiu o Homem de Neandertal, que recebeu esse nome porque seus fósseis foram achados na região de Neander, na Alemanha... lembra do desenho A Era do Gelo I? Do grupo de seres humanos do início? Pois é, é possível que os neandertais parecessem bastante com eles, até porque viveram numa época fria! Logo depois dos neandertais, surgiu o Homo sapiens, ou seja... nós! Esse nome quer dizer “homem inteligente”, embora nem sempre os homens façam coisas inteligentes... o mais interessante é que os neandertais e os sapiens chegaram a conviver por um tempo, até os neandertais desaparecerem para sempre... alguns cientistas acham que os sapiens podem ter sido a causa! por hoje é só e até a próxima!
(de baixo para cima, as imagens mostram o australopiteco, o Homo Habilis, o Homo Erectus e o neandertal...)

quarta-feira, 18 de março de 2009


3º ANO/ 9º ANO - O SÉCULO XX

O historiador inglês Eric Hobsbawn define o século XX de duas maneiras:
como um século “curto” e como uma “era de extremos”. Vamos saber mais sobre isso.
Por que o século XX é “curto”? Em primeiro lugar, precisamos lembrar que, em História, o tempo cronológico – ou seja, aquele dos relógios – nem sempre corresponde ao tempo dos historiadores... assim, historicamente, dizemos que o século XX começa quando acontece algo que rompe com os padrões do século anterior. Esse “algo” é a Primeira Guerra Mundial, que começa em 1914, 13 anos depois do início cronológico do século. Para quem gosta de cinema, existe um ótimo filme sobre a Independência dos Estados Unidos, “O Patriota”, com Mel Gibson – e uma das cenas mostra o confronto entre os exércitos inglês e americano. O que chama atenção nessa cena em particular é a FORMA com que ocorre a preparação para a luta: os dois exércitos ficam frente a frente, respeita-se um tempo para a carga das armas, espera-se a ordem de atirar... enfim, tudo sugere que o inimigo é visto como um ser humano que, por fatores políticos alheios à vontade do soldado, está no lado oposto, mas não é alguém a quem se deve odiar: a guerra do século XIX é uma guerra quase CAVALHEIRESCA, poderíamos dizer. No século XX isso acaba: apenas vencer o inimigo não é o bastante, é preciso risca-lo do mapa, eliminá-lo da face da terra... e a Primeira Guerra Mundial exemplifica isso de maneira clara, na medida em que ela ROMPE, ELIMINA, DETONA tudo que o século XIX representava – liberdade, igualdade, fraternidade – e todos os valores representados por ele: que o progresso tecnológico traria a paz, o fim da pobreza, a harmonia entre os homens... e quando se encerra esse século “curto”? segundo Hobsbawn, quando a União Soviética chega ao fim, em 1991, implodindo por suas próprias contradições e dando ao mundo o início de uma nova era, dominada por uma única super-potência, os Estados Unidos.
E por que uma “era de extremos”? porque, apesar de toda a violência, massacres, guerras, genocídios, pobreza e miséria, o século XX trouxe também progresso científico, curas de doenças teríveis, avanços da medicina, melhoria do padrão de vida... e, acima de tudo, a esperança de que o homem conseguiria enfim resolver seus problemas e avançar, não apenas na tecnologia, mas na construção de um mundo melhor...
3º ANO/ 9º ANO - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Olá a todos... a 1ª Guerra Mundial tem como uma de suas principais características o fato de não ter sido... mundial!!! antes que vocês pensem que fiquei maluco de vez, vamos lá:

1 - a Primeira Guerra Mundial caracteriza-se por ter sido, antes de tudo, um confronto imperialista entre as potências européias (leia-se: principalmente Alemanha e Inglaterra). Ponto. E o que essas potências buscavam? Principalmente, aquilo que já não podiam obter na Europa: matérias-primas (carvão, ferro...), mão de obra barata (gente pra trabalhar por meia dúzia de bananadas, coisa que os trabalhadores europeus, já bastante organizados, não faziam mais) e mercados consumidores (cada vez mais e mais pessoas para comprar os produtos de suas indústrias)

2 - além disso, várias outras pendengas agitavam a Europa, como conflitos entre franceses e alemães, por exemplo... mas, de modo geral, a Primeira Grande Guerra foi disputada, em sua maioria, por países europeus e em solo europeu... então, por que chamá-la de "mundial"? porque foi uma disputa entre as nações européias pelo controle de vastas regiões do mundo...
a essa altura, você poderá estar pensando: "a Alemanha está SEMPRE envolvida em confusão..." bem, é fato que os alemães podem se considerados culpados pela 2ª Guerra Mundial, mas pela Primeira... não. Quando ocorre a Primeira Guerra Mundial, os alemães desejam apenas aquilo que as outras potências européias já possuíam...
por hoje é só... continuamos depois! até lá!