o História Fácil é o meu blog, o blog do Professor Henrique. Foi criado com três finalidades, basicamente: integrar meus alunos, de diferentes turmas, disponibilizar conteúdos para complementar as aulas e, por último e não menos importante, tentar mostrar que estudar História é muito mais do que apenas decorar nomes e datas... História é FÁCIL, e pode ser gostoso e divertido estudá-la!!!
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Analisando imagens!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
os Estados Unidos sabiam ou não sobre o ataque à Pearl Harbor?
por Leandro Quintanilha
O sol mal havia anunciado a manhã do domingo quando um radar, instalado dias antes, acusou a aproximação de um grupo de aviões ao paradisíaco arquipélago havaiano. O alerta de nada adiantou. Os oficiais responsáveis confundiram o ataque inimigo com a chegada previamente agendada de novas aeronaves. Em duas horas, os japoneses feriram e mataram 3581 pessoas e destruíram 18 navios e 249 aviões de Pearl Harbor, base naval e quartel-general que os americanos mantinham no Pacífico. No dia seguinte, os Estados Unidos entraram oficialmente na Segunda Guerra Mundial.
O ataque ocorreu em 7 de dezembro de 1941, data que os americanos lembrariam depois como o “Dia da Infâmia”. Passados mais de 60 anos, ainda não há um consenso a respeito de uma das mais maquiavélicas hipóteses levantadas sobre o ataque: a de que o governo americano sabia, com razoável antecedência, de tudo o que aconteceria naquela trágica manhã. Afinal, Pearl Harbor foi motivo ou pretexto para a entrada dos Estados Unidos na guerra?
O historiador americano John Toland é um dos estudiosos que defendem a tese de que o ataque a Pearl Harbor não foi nenhuma surpresa para os governantes dos Estados Unidos. O serviço secreto americano teria interceptado e decifrado mensagens dos japoneses dando conta da iminência do ataque à base naval no Havaí. Mas o então presidente Franklin Delano Roosevelt teria preferido “fechar os olhos” para a agressão nipônica, pois queria convencer os americanos – até então contrários à participação na guerra – sobre a necessidade de o país se juntar aos Aliados. Toland escreveu dois livros sobre o assunto, ainda inéditos no Brasil: Infamy (“Infâmia”) e The Rising Sun: The Decline and Fall of the Japanese Empire (“O Sol Nascente: o Declínio e a Queda do Império Japonês”, numa tradução livre). Este último narra a Guerra do Pacífico do ponto de vista japonês e rendeu ao autor o Prêmio Pulitzer de jornalismo.
Na opinião de Maria Aparecida de Aquino, professora de História Contemporânea na Universidade de São Paulo (USP), a tese de Toland é plausível. “Os Estados Unidos já ajudavam os Aliados com suprimentos desde o começo da guerra (1939)”, diz ela. “Era preciso justificar o envio de soldados americanos para um conflito até então eminentemente europeu.” Segundo a professora, antes do ataque a Pearl Harbor, a guerra parecia muito distante das necessidades imediatas do cidadão médio americano.
Mas a rivalidade com o Japão já somava anos. De todo o Oriente, o arquipélago japonês era o único totalmente independente do colonialismo euro-americano. E o Japão foi também o único país da Ásia a derrotar uma potência européia. Em 1904, na guerra russo-nipônica, conquistou duas grandes vitórias, uma naval (Tsushima) e outra terrestre (Port Arthur), tornando-se a mais poderosa força militar do Extremo Oriente.
Por tudo isso, os Estados Unidos, a França e a Grã-Bretanha trataram de se aproximar da China nas primeiras décadas do século 20. A estratégia era contrabalançar o crescente vigor do Japão, que se expandira para a ilha de Taiwan, a península da Coréia e a Manchúria (região do nordeste da China). Tomando partido da China, os Estados Unidos adotaram uma severa política de embargos contra o Japão, com a supressão da venda de aço e petróleo, produtos estratégicos para as operações militares japonesas. O Japão deveria recuar em todas as frentes conquistadas nos anos anteriores para que o boicote fosse suspenso – uma condição ultrajante aos olhos do imperador japonês Hiroíto.
Motivos não bastam
No correr da primeira metade do século passado, a polaridade Japão–EUA firmou-se como uma disputa quase declarada pela hegemonia do continente asiático. Para o governo americano, entrar numa guerra contra o Japão parecia, portanto, muito oportuno. Mas a história é como os tribunais – motivos, por si sós, não fazem culpados. “Não há nenhum indício, nenhum documento, nenhum testemunho sequer que possa confirmar a tese de que o governo Roosevelt sabia previamente do ataque”, afirma o historiador e escritor Voltaire Schilling, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Segundo Schilling, a direita americana da época tinha ligações com o Eixo. “Ela lançou essa mentira para difamar Roosevelt, apontando-o como enganador do povo americano.” Nos Estados Unidos, há uma lei que torna os documentos do Estado disponíveis para análise pública depois de 20 anos. O presidente Richard Nixon, republicano eleito em 1969, tratou de revirar os arquivos da Segunda Guerra em busca de provas contra Roosevelt. Nada encontrou. “E jamais encontrarão algo, pela simples razão de que nenhum estadista, muito menos Roosevelt, ousaria perder grande parte da sua esquadra num momento em que uma crise se espalhava pelo mundo, apenas para motivar o povo à guerra”, diz Schilling
Com o ataque a Pearl Harbor, o almirante Isoroku Yamamoto pôs fora de combate toda a esquadra americana do Pacífico e fez com que, por um bom período, o grande oceano se tornasse um lago japonês. Até que os Estados Unidos se recuperassem, as forças nipônicas puderam montar um complexo sistema de defesa espalhado pelas ilhas do Pacífico.
Schilling aponta também que dezenas de pessoas trabalhavam para o presidente – oficiais do Pentágono e funcionários da Casa Branca, telefonistas, telegrafistas, secretárias etc. “Essas pessoas não ficariam de boca fechada, deixando o país ser friamente atacado sem fazer nada, apenas para agradar ao chefe.”
Mas a negligência americana no episódio foi notável. Mesmo Schilling se impressiona com o fato de que, em Pearl Harbor, todo o sistema de alerta tenha miseravelmente falhado. Houve trapalhadas com os radares, as primeiras informações sobre os vôos rasantes dos aviões japoneses não foram levadas a sério, não havia patrulhas aéreas... Como que para facilitar a destruição, os navios estavam ancorados muito próximos uns dos outros. Quando um era atingido, o fogo logo chegava ao vizinho, seguindo facilmente seu caminho incendiário. Não surpreende que tamanho amadorismo dê até hoje munição para os defensores de teorias conspiratórias.
Mas há de se desculpar em parte o descuido americano. Naqueles dias, os japoneses estavam ocupados com as ilhas Filipinas, bem longe do Havaí, perto da China. Era difícil imaginar que eles investiriam tanto numa força-tarefa tão distante de casa.
O ataque começou às 7h53, na hora local. No Japão, já eram 3h53 do dia seguinte, 8 de dezembro. Os aviões japoneses atacaram em duas vagas. Juntas, em duas horas, elas mandaram 353 aviões a Oahu, o arquipélago de Pearl Harbor. A primeira vaga foi liderada por 186 torpedeiros-bombardeiros, aproveitando a surpresa da chegada para atacar os navios no porto, enquanto bombardeiros-de-mergulho destruíam as bases aéreas. O segundo grupamento, com 168 aviões, atacou o campo Bellows e a ilha Ford, uma base militar no meio de Pearl Harbor. Entre os navios, o afundamento mais trágico foi o do Arizona, que submergiu com 1106 marinheiros. Em nenhuma outra época os Estados Unidos haviam perdido tanta gente em tão pouco tempo. Nos dias que se seguiram, a população americana foi rapidamente tomada pela revolta e pelo desejo de vingança. A entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra tornou-se inevitável.
O ataque japonês parece hoje um tiro no pé. A vitória em Pearl Harbor foi efêmera. Basta lembrar o trágico desfecho que teria a Segunda Guerra: o lançamento de duas bombas atômicas pelos americanos, sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945. “Foi um recado para o mundo”, diz a historiadora Maria Aparecida. “Muito antes das bombas, já estava claro que os japoneses perderiam a guerra.”
No memorável discurso pós-ataque, em 9 de dezembro de 1941, quatro anos antes do lançamento das bombas atômicas sobre o Japão, o presidente americano Roosevelt havia declarado: “Nós, americanos, não somos destruidores – somos construtores”. Foi quando classificou o episódio do ataque japonês como o “Dia da Infâmia”. Numa guerra motivada pelo expansionismo, que envolveu nazi-facismo, ataques-surpresa, supostas omissões maquiavélicas e duas bombas atômicas, é difícil dizer qual foi a infâmia maior.
E então? O que você acha? Poste um comentário, dando sua opinião, com base no texto que acabou de ler!
Por que as cidades são alvos preferenciais durante as guerras?
quarta-feira, 18 de maio de 2011
D. Pedro I: uma visão diferente...
Desde criança, todo brasileiro está acostumado a ver dom Pedro I de pelo menos duas maneiras. A primeira é aquela dos livros didáticos, com sua pose sisuda, porte imperial e tão (pouco) atraente como uma estátua mal conservada em praça pública. A segunda versão, mais popular, é a do dom Pedro intempestivo, mulherengo, uma espécie de latin lover (se você tem mais de 30 anos, provavelmente lembra do então galã Tarcísio Meira no filme Independência ou Morte, reprisado inúmeras vezes na Sessão da Tarde durante a década de 1980). Enfim, o português temperamental que proclamou a independência em um acesso de fúria à margem do rio Ipiranga, em meio a um forte desarranjo intestinal.
O que pouca gente sabe é que, entre essas duas versões, há outra face de dom Pedro bem menos conhecida no Brasil que só agora começa a ser resgatada. “Ele se tornou um símbolo de liberdade na Europa na década de 1830”, diz Isabel Vargues, professora de História da Universidade de Coimbra, em Portugal. “Em meio a inúmeros monarcas conservadores que estavam de volta ao poder nesse período, Pedro IV foi considerado um estadista moderno que inaugurou um período liberal no país.” (Não estranhe: “Pedro IV” é como nosso dom Pedro I passou a ser chamado pelos portugueses após ser proclamado rei em sua terra natal.)
E não é apenas em Portugal que a trajetória de dom Pedro I está sendo revisitada. Aqui mesmo, no Brasil, novas pesquisas e biografias estão revelando um lado fascinante do homem que conseguiu transformar a América Portuguesa em uma única nação, destino bem diferente do da América Espanhola – que se fragmentou em várias repúblicas.
“Não se trata de negar defeitos do caráter de dom Pedro I, mas de reconhecer que ele foi um estadista avançado quando comparado aos seus pares da época”, diz Braz Brancato, professor de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e estudioso da vida de dom Pedro após sua volta para a Europa. “Além disso, ele conseguiu governar em um dos períodos mais turbulentos para os regimes monárquicos, que estavam caindo a todo momento.”
Após a independência, prevalecia o consenso de que o Brasil precisava de uma Constituição própria. Apesar de defender princípios liberais, dom Pedro temia que o poder da Assembléia Constituinte eleita em 1823 ameaçasse seu governo, o que poderia também levar à fragmentação do Império. Após se sentir desafiado pelos parlamentares oposicionistas, ele dissolveu a Assembléia em novembro e, em março de 1824, outorgou uma Constituição elaborada por um conselho de dez membros que ele mesmo indicara.
“Por muito tempo, essa medida autoritária terminou ofuscando o reconhecimento do avanço do texto constitucional imposto por dom Pedro”, diz a historiadora Lucia Bastos Neves, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. A nova Constituição incluía direitos pouco comuns para a época, como a liberdade de crença e culto concedida a adeptos de religiões não-cristãs.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
"O petróleo é nosso", ontem e o Pré-Sal hoje...
Mussolini...
(Benito Mussolini)
Lembra do samba sobre os trabalhadores no Estado Novo? O que você acha que existe em comum entre a frase de Mussolini acima e a letra do samba? Use o espaço abaixo para comentar! Não esqueça de assinar sua postagem: escreva seu nome e turma e, se não tiver blog, comente como "anônimo". É fácil!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
TRABALHO PARA A TURMA 3001



Leia o texto a seguir, retirado da revista Aventuras na História:
O fim da URSS: adeus, Kremlin
Pouco mais de 74 anos após a Revolução de outubro, o fim da URSS surpreendeu o mundo.
por Rodrigo Cavalcante
No dia 8 de dezembro de 1991, o então presidente dos EUA, George Bush, o pai, atendeu a um telefonema de Moscou. “Hoje, teve lugar um acontecimento muito importante em nosso país”, disse do outro lado da linha o líder russo Boris Yeltsin, que completou: “Gorbachev não tem conhecimento destes desdobramentos”. Bush não demorou muito para entender o que havia acontecido. Yeltsin, sem consultar Gorbachev, acabara de extinguir a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Para alguns historiadores, como o inglês Eric Hobsbawn, o evento não marcou apenas a queda da URSS e do socialismo no Leste Europeu: selou o fim do próprio século 20.
À época, nem o mais preparado analista internacional apostaria que os uniformes com a sigla CCCP, temida como símbolo do poder soviético tanto na guerra quanto nas Olimpíadas, tornariam-se, em pouco tempo, ícones fashion retrô usados por jovens em clubes noturnos na Europa. Apesar da surpresa, os historiadores sabem hoje que o fim da URSS não foi por morte súbita, mas por uma espécie de doença degenerativa cujas causas tiveram origem muitas décadas antes, quando a Segunda Guerra Mundial sequer havia acabado.
Da guerra quente à fria
Se alguém tivesse de escolher um instante preciso da história para marcar o início da Guerra Fria, não haveria momento melhor do que às 19h30 do dia 24 de julho de 1945. Tudo aconteceu no intervalo de uma das sessões da Conferência de Potsdam, nos arredores de Berlim, quando Josef Stálin, Harry Truman e Winston Churchill, respectivos líderes da URSS, dos EUA e da Inglaterra, traçavam o destino do mundo – especialmente a partilha da Alemanha, que havia se rendido em maio, e o desfecho da guerra contra os japoneses, que ainda não haviam se rendido. Naquela noite quente do verão alemão, Truman aproveitou o fim de uma sessão da conferência para comentar com Stálin que os EUA estavam de posse de uma nova arma, com “inusitado poder destrutivo”. De acordo com Churchill e outras testemunhas, Stálin, como um bom jogador, permaneceu impassível e não mexeu um músculo da face. Simplesmente agradeceu a informação passada por Truman e desejou que os americanos usassem o novo artefato com “sucesso contra o Japão”. O resto, você já sabe: menos de um mês depois, caíram as primeiras bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.
Hoje, os historiadores acreditam que a decisão de lançar as bombas sobre o Japão não teve como objetivo apenas abreviar o desfecho da Segunda Guerra. Conforme escreveu o historiador Charles L. Mee, autor de Paz em Berlim, Truman sabia que, ao usá-las, estaria demonstrando que tinha poder de sobra para dispensar qualquer ajuda soviética contra o Japão. O presidente americano esperava que tal demonstração impedisse Stálin de pretender algum domínio na região após a guerra.
Ainda durante a Conferência de Potsdam, os líderes dos EUA e da Inglaterra já anteviam que a Europa seria dividida em duas zonas de influência: a Ocidental, capitalista, sob influência dos EUA, e a Oriental, comunista, ajudada pela URSS. A fronteira entre “as duas Europas” seria a própria Alemanha, também dividida. Ao disputarem a hegemonia na região, americanos e soviéticos sabiam: o que realmente estava em jogo era a hegemonia mundial. Ao contrário dos EUA, que adotaram uma estratégia de domínio indireto, o intervencionismo militar da URSS na Europa revelaria logo suas fragilidades.
Tudo estava muito claro. Enquanto os tanques russos partiam em direção à Alemanha para combater os nazistas, os países que ficavam no meio do caminho precisavam ser dominados pelo Exército Vermelho para “garantir a retaguarda”. Como a maioria desses países estava com a economia e o sistema político em frangalhos, os soviéticos usaram uma estratégia simples: fortaleciam as lideranças comunistas locais e levavam-nas ao poder desde que, é claro, elas se lembrassem de que não deveriam contrariar as diretrizes do Partido Comunista soviético.
Um ótimo plano, não fosse por um “detalhe”: a população desses países gostava de pensar por conta própria. Quando multidões resolviam ir às ruas para reivindicar que seus países seguissem o caminho que quisessem rumo ao comunismo, os soviéticos não hesitavam em lembrar ao proletariado que o preço a ser pago pela igualdade econômica era a perda da liberdade política. Foi assim na Hungria, em 1956, e na Tchecoslováquia, em 1968 – a famosa Primavera de Praga.
A outra revolução
Na Europa Ocidental, a economia ia muito bem. Turbinada pela ajuda dos EUA, que prosperava como nunca no pós-guerra, o nível de renda dos trabalhadores em países como República Federal Alemã, França e Itália crescia a um ritmo acelerado, bem superior ao de seus companheiros no mundo comunista. Sem falar, é claro, na maior liberdade. De propósito, o mundo capitalista resolveu fazer de Berlim Ocidental sua vitrine mais reluzente, justamente porque essa parte da cidade acabou transformada em uma ilha capitalista encravada na comunista República Democrática Alemã. Quando percebeu que a tal “vitrine” exercia uma enorme atração sobre os berlinenses, que preferiam trabalhar no lado ocidental da cidade, a administração do setor oriental viu-se obrigada a erguer, em 1961, o Muro de Berlim.
Já do lado oriental, o cenário econômico não era dos mais animadores. Entre a década de 1930 e o início da década de 1960, a consolidação da URSS como potência industrial teve por base o que os economistas chamam de “crescimento extensivo”. Trocando em miúdos: o importante era aumentar a produção a qualquer custo, utilizando a maior quantidade possível de mão-de-obra e de recursos naturais. Agora, porém, o mundo estava prestes a entrar em uma nova fase econômica, que mais tarde ficaria conhecida como a Terceira Revolução Industrial – nome dado às mudanças na produção de bens e serviços provocados pelo avanço da microeletrônica e dos sistemas computadorizados.
Na década de 1970, fábricas projetadas para produzir em série um determinado produto passaram a ser substituídas por plantas industriais automatizadas e muito mais flexíveis, capazes de se adaptar às variações de demanda no mercado consumidor. A linha de montagem criada por Henry Ford, por exemplo. Ela revolucionou a fabricação de carros nas primeiras décadas do século 20, quando foi inventada. Mas já não já dava conta do recado nos anos 70 e começou a ser trocada pelo modelo da japonesa Toyota – cujas linhas de montagem ágeis e descentralizadas permitiam que os engenheiros fizessem mudanças em tempo real, um salto e tanto na inovação de produtos. Enquanto isso, trabalhadores da Alemanha Oriental tinham de esperar anos para poderem dirigir seus poluentes e antiquados Trabants, símbolos da ineficiência das montadoras socialistas.
Como ficaria claro mais tarde, essa flexibilização era incompatível com o planejamento rígido e centralizado das fábricas soviéticas. “A defasagem tecnológica com o Ocidente foi se tornando cada vez maior, chegando a um ponto crítico em meados dos anos 70 e tornando-se um fosso catastrófico na década de 80”, escreveu o historiador Angelo Segrillo em O Declínio da URSS. Não bastasse a defasagem econômica da década de 1980, os soviéticos teriam de enfrentar a ascensão de novos personagens que, juntos, estavam prontos para desafiar a velha ordem soviética.
Atores finais
O primeiro chamava-se Karol Wojtyla, que também foi ator, poeta, autor teatral e atleta, até ser nomeado arcebispo de Cracóvia, em 1964. Catorze anos depois, seus colegas cardeais elegeram-no o primeiro papa não-italiano em 455 anos. Como João Paulo II, ele desempenharia um papel importante na desestabilização do regimes socialistas do Leste Europeu. “Quando ele beijou o solo no aeroporto de Varsóvia, no dia 2 de junho de 1979, deflagrou o processo pelo qual o comunismo na Polônia, e depois em toda parte na Europa, teria fim”, escreveu o historiador americano John Lewis Gaddis, em seu livro A História da Guerra Fria. “Outros logo seguiram seus passos”.
Inspirado pelo papa, o segundo polonês a desafiar o comunismo foi o eletricista Lech Walesa que, em agosto de 1980, postou-se diante do portão do estaleiro Lenin, na cidade de Gdansk, para anunciar a criação do Solidariedade – o primeiro sindicato independente de um país comunista. Enquanto isso, nos EUA e na Inglaterra, despontava um casal que, ao menos ideologicamente, foram feitos um para o outro.
Tanto o presidente americano na época, Ronald Reagan, como a então primeira-ministra britânica, Margareth Thatcher, pareciam ter nascido com a missão de resgatar a reputação do capitalismo no Ocidente e afastar de vez o espectro comunista do mundo. Para isso, Thatcher começou seu trabalho em casa, iniciando uma onda de privatizações na Inglaterra para recuperar a confiança na livre-iniciativa do país, cuja economia vinha dando sinais de cansaço. Reagan, ex-ator, fez da luta contra o comunismo quase um roteiro de Hollywood, cujos heróis – como o pugilista Rock Balboa, da série Rock, ou a dançarina Alex Owens, de Flashdance – tornaram-se símbolos da celebração da iniciativa individual. Em meio à ascensão de líderes que se comportavam como astros, faltava apenas que a URSS substituísse seu ator principal. Mas quando Gorbachev chegou ao poder, em 1985, ele não podia imaginar que seria o último a viver o papel de secretário-geral da URSS.
“A formação de Gorbachev era de advogado e não de ator, mas ele compreendia os usos da personalidade pelo menos tão bem quanto Reagan”, escreveu o historiador John Gaddis. “Pela primeira vez desde que a Guerra Fria começou, a URSS tinha um governante que não parecia sinistro, grosseiro, indiferente, senil ou perigoso”.
Inicialmente, Gorbachev acreditou que conseguiria levar a URSS a um final feliz, desde que convencesse seus companheiros de partido das reformas necessárias para reerguer o país. Mas seus planos de reestruturação econômica (Perestroika) e transparência política (Glasnost) não tiveram o mesmo sucesso que os acordos de desarmamento que o fizeram Nobel da Paz. À medida que Gorbachev surpreendia o mundo com discursos pregando a distensão do regime, a pressão interna dos cidadãos que viviam no Leste Europeu parecia prestes a explodir, sem que seus governantes pudessem ter nenhum controle sobre as manifestações contra o comunismo.
Último capítulo
A explosão veio em 1989, ano do bicentenário da Revolução Francesa. Em junho, depois que Gorbachev deu a entender ao novo primeiro-ministro da Hungria que reconhecia que a revolta de 1956 tinha começado em virtude da insatisfação do povo, mais de 200 mil húngaros sentiram-se à vontade para ir à cerimônia do “novo funeral” de Imre Nagy, que liderara a revolta e fora executado por ordem de Kruschev. Três meses depois, com a retirada da cerca de arame farpado ao longo da fronteira entre a Hungria e a Áustria, milhares de alemães orientais cruzaram o território húngaro para aproveitar a “janela aberta” e escapar para o Ocidente. Na Polônia, o sindicato Solidariedade não apenas tinha sido reconhecido, como seus líderes foram autorizados a se candidatar a cargos para a câmara baixa do país – ganhando o maior número de cadeiras. E quando milhares de manifestantes foram aclamar Gorbachev durante uma visita a Berlim Oriental, muitos levaram cartazes com dizeres como “Gorby, socorro!” ou “Gorby, fique aqui!”. O líder soviético voltou para Moscou convencido de que o regime socialista da Alemanha Oriental estava ameaçado.
No dia 9 de novembro daquele ano, o mundo inteiro assistiu pela TV à materialização dos temores de Gorbachev. O governo alemão, pressionado, viu-se obrigado a “relaxar” as regras que impediam a viagem para o Ocidente. O novo decreto, lido de maneira confusa por um subordinado da emissora de televisão estatal, fez com que milhares de berlinenses se dirigissem aos postos de controle. Impotentes diante de tamanha multidão, os guardas acabaram abrindo os portões. E veio abaixo o Muro de Berlim.
Ainda em novembro, o governante comunista da Bulgária, Todor Zhivkov, no poder desde 1954, anunciou seu afastamento. Sete dias depois, manifestações na Tchecoslováquia fizeram com que um governo de coalizão liderado por Alexandre Dubcek, líder da Primavera de Praga em 1968, tomasse o poder dos comunistas. Em 17 de dezembro, manifestantes na Romênia foram alvejados por ordem do líder romeno Nicolau Ceausescu. Resultado: 97 pessoas mortas e o início de uma revolta popular que terminou com o julgamento sumário e o assassinato de Ceausescu e de sua esposa no dia de natal de 1989.
O próprio Gorbachev foi surpreendido no desfile de primeiro de maio de 1990, na Praça Vermelha, com manifestantes trazendo faixas nas quais lia-se: “Abaixo Gorbachev! Abaixo o Socialismo e o Império Vermelho fascista”. Àquela altura, ele já estava consciente de que havia perdido o controle do processo que iniciara. Se uma série de Estados europeus buscava um caminho próprio, por que o mesmo não poderia ser reivindicado por Lituânia, Moldávia, Ucrânia ou qualquer outra república da URSS? Quando alguns desses Estados começaram a proclamar independência, Gorbachev viu-se diante de um impasse: ou usaria a força bruta, como nos velhos tempos, ou aceitaria ver a desintegração do país. Enquanto não encontrava uma saída, seu governo foi vítima de um golpe militar, cuja resistência foi liderada por Boris Yeltsin – o mesmo homem que, no dia 8 de dezembro de 1991, decretaria o fim da URSS em um telefonema ao então presidente americano, George Bush. No Natal daquele ano, Gorbachev passou a Yeltsin os códigos necessários para disparar um ataque nuclear. E assinou o decreto oficial do fim da URSS.
O texto diz, logo no início, que a URSS não acabou de repente, mas por causas que ocorreram muitas décadas antes. Aponte a PRINCIPAL dessas causas, em apenas UMA FRASE (não quero textos imensos!). Postagens liberadas até a próxima sexta-feira, dia 10 de dezembro. Boa sorte! (nas imagens, símbolos da antiga União Soviética (CCCP, em russo): um cartaz, a camisa da seleção de futebol, a foice e o martelo).
TRABALHO PARA AS TURMAS 2001 E 2002


Leia o texto a seguir, retirado da revista "Aventuras na História".
São Tiradentes: imagem real do herói pode ser outra
A imagem conhecida do herói lembra a de Jesus, mas pode não ter nada a ver com a figura real do inconfidente. Afinal, por que o vestiram de santo?
por Jeanne Callegari
Quando você ouve falar em Tiradentes, que imagem vem a sua mente? Provavelmente a de um sujeito com barba e cabelos longos e rosto sereno. Trocando a corda pela cruz, é o próprio Jesus. A imagem de mártir está tão colada ao mito de Tiradentes que é difícil imaginar um sem o outro. Só que nem sempre foi assim. A figura de santo surgiu um século após a morte do inconfidente. E pode ter pouco a ver com ele.
No episódio conhecido como Inconfidência Mineira, os rebeldes que conspiravam contra a Coroa portuguesa foram delatados, presos e julgados, em 1792. A maioria, formada por homens bem-nascidos, foi extraditada para outras colônias portuguesas. Apenas um, o alferes Joaquim José da Silva Xavier, de origem humilde, foi enforcado e esquartejado. Por quase um século, mal se falou na Inconfidência e em Tiradentes. Ambos eram considerados apenas maus exemplos punidos com rigor.
No fim do século 19, com o país já independente, a situação começou a mudar. Intelectuais queriam instaurar uma república. E começaram a buscar na história brasileira alguém que pudesse representar os novos ideais.
Começou, assim, o culto a Tiradentes. Logo que a República foi proclamada, decretou-se o primeiro feriado: o Dia de Tiradentes, em 21 de abril, data da morte dele. Nesse dia, o Apostolado Positivista, associação brasileira dos afiliados ao positivismo, a corrente filosófica criada pelo francês Augusto Comte, distribuiu folhetos com a imagem do mártir desenhada por Décio Villares (artista responsável pelo desenho da bandeira nacional). Os cabelos e barba longos, a expressão ausente, as roupas, tudo lembrava Cristo. Nascia a imagem conhecida até hoje de Tiradentes. “Ela é fundamental para o estabelecimento do mito”, diz a historiadora da arte Maria Alice Milliet, autora de Tiradentes: o Corpo do Herói. Depois dessa, vieram muitas.
Ninguém sabe ao certo qual a aparência correta de Tiradentes. Como há poucos dados históricos, o terreno para a especulação é grande. Mas por que não retratar outros aspectos do herói, como o lado militar? Para Maria Alice, vestiram-no de santo por algumas razões. Em primeiro lugar, havia a tradição profundamente religiosa da sociedade brasileira. Em segundo, a influência do positivismo entre os republicanos, doutrina que preferia transições lentas a rupturas bruscas. Aliás, como foram, sempre, as transições brasileiras: a Independência e a República foram proclamadas sem sangrentas batalhas. “Retratar o herói armado, exaltar o rebelde ou o militar iria contra essa índole pacífica.”
A imagem serviu bem ao propósito. Mesmo muito depois da proclamação da República, os artistas continuaram preferindo o santo. O governo brasileiro usou o mito para fortalecer a identidade nacional muitas vezes, de Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas a Itamar Franco – este, por exemplo, falava na TV com um busto do alferes ao fundo.
O mito imita a arte
A litografia que Décio Villares fez de Tiradentes consagrou a imagem cristã do líder inconfidente
1. Barba, cabelo e bigode
A barba e o cabelo compridos lembram a imagem de Jesus. É provável que, na época, o cabelo fosse cortado antes da execução. Mas não há registros que comprovem isso.
2. Traços gregos
Os traços do militar, que aparenta uns 40 anos, são nobres, retos, gregos – também como os de Jesus, que, apesar da região em que nasceu, é retratado com os olhos azuis.
3. Com a corda no pescoço
A corda está entrelaçada no pescoço de Tiradentes, mas está frouxa, não ameaça enforcar. É fina e delicada, bem diferente da que realmente foi usada para a execução.
4. Coroa de café
A palma simboliza o martírio. E, assim como Jesus, Tiradentes tem coroa: a sua não é de espinhos, mas de folhas e grãos de café, mais adequada aos trópicos.
5. Os pais do mito
No canto esquerdo, a informação de quem mandou imprimir os folhetos no primeiro feriado popular da República: Edição do Apostolado Positivista do Brasil, 1890. Já as inscrições no laço (1792 – Libertas quae sera tamen e Ordem e Progresso – 1889) representam o pretenso parentesco histórico da Inconfidência Mineira com a proclamação da República.
Outras faces
Muitos outros artistas pintaram Tiradentes, ajudando a formar e a popularizar a cara do mito
Prisão de Tiradentes
Pintado em 1914 por Antônio Parreiras, é o único quadro que mostra Tiradentes valente. Não à toa, foi encomendado pelo governo do Rio Grande do Sul, estado mais belicoso. Armado, enfrenta os policiais que querem prendê-lo.
Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o “Tiradentes”
De José Wasth Rodrigues (1940), retrata o herói antes da prisão, vestido com a roupa de militar, sem a barba e os cabelos compridos. Na criação do mito, o lado militar seria deixado de lado em favor do aspecto de mártir.
Tiradentes Esquartejado
Um dos quadros mais conhecidos do herói mineiro, feito em 1893 por Pedro Américo, mostra o tronco esquartejado, a cabeça e a perna esquerda. Apesar da crueza, ele ainda é tratado com certo distanciamento, como o corpo sem feridas.
Painel Tiradentes
No imenso painel que fez para retratar a Inconfidência, Candido Portinari, partidário do comunismo, retrata o mineiro em vários momentos, da juventude na cavalaria ao homem barbado e grisalho – parecido com o comunista Luís Carlos Prestes.
Após a leitura do texto, escreva um texto, com um mínimo de 20 linhas, explicando porque Tiradentes teve sua imagem associada à de Jesus Cristo. Não esqueça de colocar seu nome, número e turma. Aproveito para lembrar que textos iguais serão rejeitados, ocasionando uma nota zero para os que o fizerem. Não cole! Atenção: poste suas respostas até a próxima sexta-feira, dia 10 de Dezembro. Boa sorte a todos!
sábado, 23 de outubro de 2010
TRABALHO DA TURMA 3001 - A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA - PRAZO DE ENTREGA PRORROGADO: POSTAGENS ATÉ O DIA 03 DE DEZEMBRO!

Acredito que a maior parte da turma assistiu, atentamente, ao filme. Fiquei feliz com a reação de quase todos - de vez em quando, olhava pra vocês e via os olhares fixos na tela, as fisionomias tensas, olhar "ligado" da maioria. Acho que o objetivo foi atendido. O filme é maravilhoso (até pela excelente atuação de Edward Norton, que vocês devem ter visto em "Hulk") - acima de tudo, é uma metáfora que fala sobre TRANSFORMAÇÃO, MUDANÇA, METAMORFOSE. É um filme que mostra que um homem pode errar de forma violenta - mas que mostra, também, que existe REDENÇÃO e que nunca é tarde para que cada um de nós corrija o rumo de nossas vidas. Todos nós podemos, um dia, acreditar em falsas verdades e se deixar influenciar por pessoas e ideias falsas. Mas cabe somente à nós mesmos descobrir o verdadeiro, o certo, o que é justo e bom. Concordam? Sobre o trabalho em si: será o trabalho de História mais fáci que vocês já fizeram. Quero apenas que cada um de vocês faça um comentário sobre o filme: pode ser sobre o filme em si, pode ser uma cena, pode ser a mensagem que ele deixou pra você, algo que o tenha impressionado... qualquer coisa. Escreva. Apenas escreva. Não se limite a uma ou duas frases, solte o verbo, escreva o que pensou e sentiu! Vou avaliar de acordo com aquilo que eu ler e que me deixar, também, impressionado.Abaixo segue um video pra você curtir e relembrar...
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
TRABALHO TURMA 2001 - 3º BIMESTRE - ATENÇÃO: ENTREGA SOMENTE ATÉ O DIA 25 DE SETEMBRO, ÀS 22H.


Maria Antonieta era rainha da França no período pré-Revolução Francesa. Austríaca, casou-se com aquele que seria o rei Luis XVI com apenas 14 anos!!! Aos 18, tornou-se rainha da França, quando seu marido foi coroado. Após a Revolução, acusada de crimes contra a França, foi guilhotinada, assim como Luis XVI. Há em torno de Maria Antonieta a lenda de ser uma mulher fútil, preocupada apenas com roupas, festas, luxo... e atribui-se à ela uma frase cruel. Ao ser perguntada sobre o que povo deveria fazer, sem pão em suas casas, ela teria dito: "se não tem pão, que comam brioches!". Na verdade, ela nunca disse essa frase - mas à ela coube a culpa e a infâmia. Hoje, existe um movimento para tentar resgatar a memória da "verdadeira" Maria Antonieta - uma menina, apenas, que tornou-se rainha em um país hostil, esposa de um homem muito mais velho e desinteressante. Há até um filme, de 2007, com a atriz Kirsten Dunst (pra quem não sabe, a atriz que interpreta a namorada do Homem Aranha) que busca revitalizar a imagem da rainha. Muito bem. Primeiro, assista ao video com a música "Maria Antonieta tropical", do Capital Inicial (se não conseguir, procure no You Tube, no link http://www.youtube.com/watch?v=i8ta_H7uIYc). Preste MUITA ATENÇÃO à letra. Depois, PESQUISE sobre Maria Antonieta em sites ou livros. Finalmente, RETIRE DA LETRA da música 5 aspectos que podem ser relacionados de maneira correta à rainha. Boa sorte!
domingo, 5 de setembro de 2010
TRABALHO PARA A TURMA 3001 - 3º BIMESTRE
Aqui está o ansiado e aguardado trabalho para a 3001 - lembram da versão original do filme O Planeta dos Macacos, da qual falei tanto - e bem - em sala de aula? Pois bem: assistam ao trecho do filme que disponibilizei para vocês no link abaixo (quem tiver dificuldade de assistir aqui, pode buscar direto no You Tube, digitando Planet of the Apes trailer em português, ou copiando e colando no navegador: http://www.youtube.com/watch?v=XtCNL8dRGVo). Prestem atenção ao diálogo entre o humano Taylor e o líder dos macacos, Zaius (que está amarrado). Depois, respondam à seguinte questão (lembrem-se: respostas iguais implicarão na anulação dos trabalhos! não "colem"!): - por que a humanidade não conseguiu sobreviver? por que os macacos evoluiram do homem?
Vale 5 pontos para as questões mais bem desenvolvidas e de maneira correta. Atenção: só serão aceitas postagens até o sábado, dia 11 de setembro! Boa sorte!
http://www.youtube.com/watch?v=XtCNL8dRGVo
terça-feira, 22 de junho de 2010
TRABALHO PARA A TURMA 3001 - 2º BIMESTRE

Assista ao vídeo abaixo: é um discurso de Hitler aos jovens da Alemanha. Preste bem atenção porque a fala do líder nazista só começa no primeiro minuto do vídeo. Após assistir, aponte 3 características do Fascismo que podem ser percebidas na fala de Hitler, dando exemplo com frases pronunciadas pelo ditador. Atenção: o trabalho só será pontuado integralmente se, além de apontar as 3 características fascistas que podem ser percebidas no vídeo, você mostrar as frases onde elas puderam ser percebidas. Caso não consiga assistir ao vídeo aqui, procure-o no link:
http://www.youtube.com/watch?v=lAi7UnXp9Aw&playnext_from=TL&videos=6Wj3ktCWhHA
Não esqueça de incluir seu nome e número. As respostas só serão aceitas até as 20h de sexta-feira, dia 25/06. Boa sorte!
quinta-feira, 15 de abril de 2010
TAREFA DE REPOSIÇÃO DA TURMA 3001!!!



1 - Na primeira imagem, a França diz para a Alemanha (chamada de "Fritz"), que "vai ser como 1870, lembra? só que dessa vez eu vou sair vencedor!". O que aconteceu em 1870 entre França e Alemanha?
2 - Na segunda imagem, a que fato a Alemanha se refere quando diz que "sem a Rússia azucrinando, eu tenho uma chance de ganhar essa guerra"?
3 - Na terceira imagem, qual foi o pretexto que levou os Estados Unidos a declarar guerra aos alemães? (lembrando que não estou perguntando qual foi a CAUSA dos americanos entrarem ne guerra - a CAUSA foi proteger seus investimentos na Europa. O que estou perguntando é qual FATO foi usado como pretexto para os Estados Unidos poderem participar da Primeira Guerra Mundial).
4 - Na quarta imagem, que mostra a Alemanha e a palavra "vingança", qual a palavra que você usaria para definir o sentimento dos alemães após a Primeira Guerra e que seria um fator que ajudaria a causar a Segunda Guerra Mundial? Atenção: defina em apenas UMA palavra!!! Use só UMA palavra para definir o sentimento do povo alemão!
quarta-feira, 17 de março de 2010
TRABALHO DA TURMA 3001 - MARÇO 2010



O século terrível. Ou não?
Ele teve as piores guerras, holocausto
e Hiroshima. Mas acaba glorioso (matéria retirada da revista Veja)
Entre as duas pontas, a humanidade conheceu o que, sob alguns aspectos, foi o período mais negro de sua história. As guerras mais sangrentas já vistas pelo homem foram travadas no século 20. Competiram pelo domínio do mundo os dois totalitarismos, o comunista e o nazi-fascista, que aplicaram projetos monstruosos de engenharia social em milhões de seres humanos e, no processo, cometeram as maiores barbaridades testemunhadas contra multidões indefesas. Em decorrência da disputa ideológica e armamentista entre Estados Unidos e União Soviética, o mundo tornou-se um silo atômico capaz de dectruir toda a vida na Terra várias vezes. É difícil imaginar um século mais terrível do que este.
O século 20 será lembrado ainda por uma mudança espiritual de grande impacto em todos os aspectos da vida humana. Pensadores, cientistas, escritores e pintores, pela primeira vez na história da humanidade, fizeram evaporar de um momento para o outro certezas que levaram eras inteiras para se solidificar. Foi no século 20 que se tornaram relativas coisas concretas como matéria e energia, tempo e distância, da mesma forma que sofreram uma relativização conceitos abstratos como certo e errado, justo e injusto. Isso teria conseqüências de alcance extraordinário na história desse período. O homem que chegou ao limiar do século 20 e aquele que agora se prepara para ultrapassar a entrada do século 21 são criaturas separadas por essa terrível transformação. O primeiro acreditava em verdades absolutas, em códigos morais, na conduta certa e na errada. O segundo olha tudo isso sob o prisma da dúvida. Perdeu as certezas.
Com todos os problemas que perturbam o mundo nos dias atuais, a impressão que se tira deste fim de século é que ele acaba muito melhor do que começou. Eis a grande surpresa do século 20. Ter desembocado num presente estável, quando tudo nele foi violento e imprevisível. Com um pouco de otimismo, pode-se constatar que nos últimos dez anos, pela primeira vez na história da humanidade, a liberdade política e sua irmã gêmea, a liberdade econômica, espalharam-se, em graus variados, pela maioria dos países do planeta. O espectro da guerra é menos presente hoje do que em décadas anteriores, num século que começou com a guerra que acabaria com todas as guerras. Menos indivíduos temem hoje a ira do ditador. Mais gente desfruta bens materiais, maior segurança contra as intempéries e as iniqüidades da condição humana, como as doenças. A expectativa de vida chegou aos 80 anos nos países industrializados. Já beira os 70 nas nações em desenvolvimento.
Sob certos aspectos, este é um período formidável. As descobertas científicas feitas durante o século começam a dar frutos. A quebra do átomo, a decifração da linguagem genética do DNA, as tecnologias limpas, a racionalidade crescente das doutrinas econômicas, tudo isso permite visualizar o futuro imediato com menos apreensão. Milhões de crianças, mulheres e homens ainda sofrem nos bolsões medievais do planeta, mas começa a parecer possível que a miséria deles seja erradicada um dia. A fome tornou-se um fenômeno insular, produzida principalmente por guerras civis no sub-Saara africano. É um avanço notável especialmente quando a lotação da Terra é significativa. Vive-se em um mundo onde o número de terráqueos, mais de 6 bilhões, equivale a quatro vezes o total de habitantes no começo do século.
omodidades mínimas como carruagens ou operações com uso do éter anestésico só estavam disponíveis para a ínfima parcela de 1,6 bilhão de seres humanos contemporâneos do final do século 19. É impressionante que se tenha obtido no alvorecer do terceiro milênio um grau razoável de qualidade de vida para a maioria dos 6 bilhões de habitantes do mundo. Esse período viu o surgimento do avião e da nave espacial, do televisor e do telefone celular, da manipulação genética e dos transplantes, do computador e da internet. Não se sabe como esses campos se desenvolverão no próximo século, mas a expectativa é de que os saltos sejam de magnitude jamais vista. O impacto da internet será seguramente tão grande quanto o da tipografia desenvolvida pelo ourives alemão Johannes Gutenberg em 1455, a grande revolução tecnológica do milênio que está acabando. A disseminação da informação numa velocidade e alcance impossíveis antes da internet tem potencial para instalar uma nova idade de ouro no planeta. Algo parecido com o Renascimento de 500 anos atrás. É com esse grau de expectativa que se transpõe a fronteira para o século que está chegando.
(nota do professor: esse texto foi escrito em 1999 - antes dos ataques terrroristas, da segunda guerra do Golfo...)
Questões sobre o texto e para pesquisa em outras fontes (atenção: algumas respostas são estritamente PESSOAIS - respostas iguais causarão a ANULAÇAO DO TRABALHO!)
1 - Eric Hobsbawn define o século XX como "O Breve Século XX". Retire do texto a passagem que pode se relacionar a essa definição.
2 - Pesquise em outras fontes e responda: qual aspecto do nazismo pode ser considerado o mais "monstruoso", como diz o texto?
3 - Pesquise e responda: qual filosofia era caracterizada pela "crença no progresso", como diz o texto?
4 - "Nada sei sobre a 3ª Guerra Mundial; a 4ª, porém, será disputada com pedras e paus". Essa foi a resposta de Einstein quando lhe perguntaram como imaginava que seria a 3ª Guerra Mundial. Responda:
a - o que Einstein quis dizer com essa frase?
b - retire do texto a passagem que pode se relacionar a ela.
sábado, 23 de maio de 2009
FLYBOYS - 3º ano Ensino Médio

Flyboys é um filme sobre a Primeira Guerra Mundial, o que é raro... temos muitos sobre a Segunda e quase nada sobre a Primeira... Flyboys é também baseado em uma história real, o que é sempre muito legal... trata-se de um grupo de americanos que, mesmo antes da participação oficial dos Estados Unidos na guerra, se alista como voluntários para uma equipe de pilotos na França. O filme é a história de cada um deles, porque partiram, o que fizeram, e como saíram (ou morreram) na guerra. Isso tudo recheado com ótimas cenas de batalhas aéreas!
Flyboys é o tema de mais um trabalho para o 2º Bimestre e, dessa vez, vocês deverão postar as respostas aqui mesmo. Para quem não sabe como fazer, vamos lá, passo a passo:
1 - primeiro você entra no blog História é Facil e fica deslumbrado como ele é maneiro e de bom gosto... hehehehe...
2 - localiza o post (ou postagem) do tema do trabalho, onde estão as perguntas que eu fiz.
3 - clica em cima de onde está escrito "comentários", no post.
4 - vai abrir uma janela branca, com o título "postar um comentário".
5 - você escreve nessa janela o seu nome, seu número e sua TURMA. ATENÇÃO: dados incompletos podem causar perda da nota! não esqueça seu nome e sua turma!
6 - Bem, após inserir seus dados no cabeçalho, responda as perguntas que foram feitas sobre o filme.
7 - Agora, você já está pronto para enviar seu comentário com suas respostas. Embaixo da janela onde você escreveu, aparece a frase: "comentar como". Onde está escrito, "selecionar perfil", escolha "anônimo" e depois clique em "postar comentário".
8 - Vai aparecer uma mensagem dizendo: "seu comentário estará visível depois de ser aprovado". Ou seja, depois que eu tiver lido. Mas fique tranquilo.
Agora, aproveite que você já está aqui e deixe um comentário para ver se aprendeu direitinho como fazer, ok?
Qualquer dúvida, podem me perguntar no msn! Abraços a todos!
terça-feira, 24 de março de 2009
2º ANO: A INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS:
sexta-feira, 20 de março de 2009




6º ANO: A EVOLUÇÃO DOS HUMANOS
Ninguém sabe quando surgiram os primeiros seres humanos... alguns cientistas afirmam que foi há uns 5 milhões de anos, outros há 2 milhões, alguns há 1 milhão de anos... certo é que é muuuito tempo... e outra coisa: sabe aquela história de que “o homem veio do macaco”? Pois é, esquece isso... homens e macacos vieram sim, de um “avô” dos dois, evoluíram desse parente anterior... mas nós não “viemos”deles!!! Sabemos também que os primeiros seres humanos surgiram na África, que, por isso, é chamada de “berço da humanidade”.
Os primeiros foram chamados de australopitecos... e já caminhavam eretos, mas pareciam bastante com macacos. Depois, surgiu o Homo erectus, também na África, com um cérebro maior e postura ainda melhor... aliás, dizem que o ser humano tornou-se bípede (fique ligado: “bípede” quer dizer que anda sobre duas pernas...) como uma forma de sobreviver na savana da África (savana é aquele ambiente de mato alto e poucas árvores, onde hoje vivem leões e zebras...). E por que ser bípede era uma vantagem? Pense um pouco: sobre duas pernas, os hominídeos (nome pelo qual chamamos os antepassados do homem moderno) podiam enxergar mais longe a ameaça dos predadores!
Mais tarde surgiu o Homem de Neandertal, que recebeu esse nome porque seus fósseis foram achados na região de Neander, na Alemanha... lembra do desenho A Era do Gelo I? Do grupo de seres humanos do início? Pois é, é possível que os neandertais parecessem bastante com eles, até porque viveram numa época fria! Logo depois dos neandertais, surgiu o Homo sapiens, ou seja... nós! Esse nome quer dizer “homem inteligente”, embora nem sempre os homens façam coisas inteligentes... o mais interessante é que os neandertais e os sapiens chegaram a conviver por um tempo, até os neandertais desaparecerem para sempre... alguns cientistas acham que os sapiens podem ter sido a causa! por hoje é só e até a próxima!
(de baixo para cima, as imagens mostram o australopiteco, o Homo Habilis, o Homo Erectus e o neandertal...)
quarta-feira, 18 de março de 2009

3º ANO/ 9º ANO - O SÉCULO XX
O historiador inglês Eric Hobsbawn define o século XX de duas maneiras:
como um século “curto” e como uma “era de extremos”. Vamos saber mais sobre isso.
Por que o século XX é “curto”? Em primeiro lugar, precisamos lembrar que, em História, o tempo cronológico – ou seja, aquele dos relógios – nem sempre corresponde ao tempo dos historiadores... assim, historicamente, dizemos que o século XX começa quando acontece algo que rompe com os padrões do século anterior. Esse “algo” é a Primeira Guerra Mundial, que começa em 1914, 13 anos depois do início cronológico do século. Para quem gosta de cinema, existe um ótimo filme sobre a Independência dos Estados Unidos, “O Patriota”, com Mel Gibson – e uma das cenas mostra o confronto entre os exércitos inglês e americano. O que chama atenção nessa cena em particular é a FORMA com que ocorre a preparação para a luta: os dois exércitos ficam frente a frente, respeita-se um tempo para a carga das armas, espera-se a ordem de atirar... enfim, tudo sugere que o inimigo é visto como um ser humano que, por fatores políticos alheios à vontade do soldado, está no lado oposto, mas não é alguém a quem se deve odiar: a guerra do século XIX é uma guerra quase CAVALHEIRESCA, poderíamos dizer. No século XX isso acaba: apenas vencer o inimigo não é o bastante, é preciso risca-lo do mapa, eliminá-lo da face da terra... e a Primeira Guerra Mundial exemplifica isso de maneira clara, na medida em que ela ROMPE, ELIMINA, DETONA tudo que o século XIX representava – liberdade, igualdade, fraternidade – e todos os valores representados por ele: que o progresso tecnológico traria a paz, o fim da pobreza, a harmonia entre os homens... e quando se encerra esse século “curto”? segundo Hobsbawn, quando a União Soviética chega ao fim, em 1991, implodindo por suas próprias contradições e dando ao mundo o início de uma nova era, dominada por uma única super-potência, os Estados Unidos.
E por que uma “era de extremos”? porque, apesar de toda a violência, massacres, guerras, genocídios, pobreza e miséria, o século XX trouxe também progresso científico, curas de doenças teríveis, avanços da medicina, melhoria do padrão de vida... e, acima de tudo, a esperança de que o homem conseguiria enfim resolver seus problemas e avançar, não apenas na tecnologia, mas na construção de um mundo melhor...
3º ANO/ 9º ANO - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL1 - a Primeira Guerra Mundial caracteriza-se por ter sido, antes de tudo, um confronto imperialista entre as potências européias (leia-se: principalmente Alemanha e Inglaterra). Ponto. E o que essas potências buscavam? Principalmente, aquilo que já não podiam obter na Europa: matérias-primas (carvão, ferro...), mão de obra barata (gente pra trabalhar por meia dúzia de bananadas, coisa que os trabalhadores europeus, já bastante organizados, não faziam mais) e mercados consumidores (cada vez mais e mais pessoas para comprar os produtos de suas indústrias)
2 - além disso, várias outras pendengas agitavam a Europa, como conflitos entre franceses e alemães, por exemplo... mas, de modo geral, a Primeira Grande Guerra foi disputada, em sua maioria, por países europeus e em solo europeu... então, por que chamá-la de "mundial"? porque foi uma disputa entre as nações européias pelo controle de vastas regiões do mundo...
a essa altura, você poderá estar pensando: "a Alemanha está SEMPRE envolvida em confusão..." bem, é fato que os alemães podem se considerados culpados pela 2ª Guerra Mundial, mas pela Primeira... não. Quando ocorre a Primeira Guerra Mundial, os alemães desejam apenas aquilo que as outras potências européias já possuíam...
por hoje é só... continuamos depois! até lá!


