a Independência dos Estados Unidos (1776) é um dos marcos iniciais da Idade Contemporânea e, com certeza, um dos mais importantes... conhecida também como Revolução Americana (não é à toa que o historiador Eric Hobsbawn se referiu à essa época, alvorecer da Idade Contemporânea, como "A Era das Revoluções", por terem sido tantas e tão importantes...), a Independência dos nossos "brothers" do Norte representou o primeiro momento em que uma colônia da América libertou-se da metrópole (no caso, a Inglaterra)... em tempo: "metrópole" era o país colonizador e colônia... bom, óbvio, colônia era a região dominada, conquistada, e, na maioria das vezes, explorada... exemplo? Portugal, metrópole do Brasil... depois falaremos mais sobre essa relação complicada! outra coisa importante sobre a Independência dos Estados Unidos é que ela foi, para os amantes da liberdade e inimigos da nobreza, a confirmação PRÁTICA dos ideais do Iluminismo (QUAIS ideais, professor? lembra da bandeira da França, nos jogos de Copa do Mundo? azul, branca e vermelha? pois é, são os ideais da Revolução Francesa, simbolizando "liberdade, igualdade e fraternidade", ou seja, basicamente tudo o que os filósofos iluministas acreditavam)... por hoje é só, mas voltaremos a falar desse assunto. E pra quem curte cinema, a dica é "O Patriota", com Mel Gibson e Heath Ledger, ótimo filme que conta um pouco sobre a independência dos americanos... ah, o bonequinho da imagem foi criado com base no personagem de Mel Gibson...
o História Fácil é o meu blog, o blog do Professor Henrique. Foi criado com três finalidades, basicamente: integrar meus alunos, de diferentes turmas, disponibilizar conteúdos para complementar as aulas e, por último e não menos importante, tentar mostrar que estudar História é muito mais do que apenas decorar nomes e datas... História é FÁCIL, e pode ser gostoso e divertido estudá-la!!!
terça-feira, 24 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009




6º ANO: A EVOLUÇÃO DOS HUMANOS
Ninguém sabe quando surgiram os primeiros seres humanos... alguns cientistas afirmam que foi há uns 5 milhões de anos, outros há 2 milhões, alguns há 1 milhão de anos... certo é que é muuuito tempo... e outra coisa: sabe aquela história de que “o homem veio do macaco”? Pois é, esquece isso... homens e macacos vieram sim, de um “avô” dos dois, evoluíram desse parente anterior... mas nós não “viemos”deles!!! Sabemos também que os primeiros seres humanos surgiram na África, que, por isso, é chamada de “berço da humanidade”.
Os primeiros foram chamados de australopitecos... e já caminhavam eretos, mas pareciam bastante com macacos. Depois, surgiu o Homo erectus, também na África, com um cérebro maior e postura ainda melhor... aliás, dizem que o ser humano tornou-se bípede (fique ligado: “bípede” quer dizer que anda sobre duas pernas...) como uma forma de sobreviver na savana da África (savana é aquele ambiente de mato alto e poucas árvores, onde hoje vivem leões e zebras...). E por que ser bípede era uma vantagem? Pense um pouco: sobre duas pernas, os hominídeos (nome pelo qual chamamos os antepassados do homem moderno) podiam enxergar mais longe a ameaça dos predadores!
Mais tarde surgiu o Homem de Neandertal, que recebeu esse nome porque seus fósseis foram achados na região de Neander, na Alemanha... lembra do desenho A Era do Gelo I? Do grupo de seres humanos do início? Pois é, é possível que os neandertais parecessem bastante com eles, até porque viveram numa época fria! Logo depois dos neandertais, surgiu o Homo sapiens, ou seja... nós! Esse nome quer dizer “homem inteligente”, embora nem sempre os homens façam coisas inteligentes... o mais interessante é que os neandertais e os sapiens chegaram a conviver por um tempo, até os neandertais desaparecerem para sempre... alguns cientistas acham que os sapiens podem ter sido a causa! por hoje é só e até a próxima!
(de baixo para cima, as imagens mostram o australopiteco, o Homo Habilis, o Homo Erectus e o neandertal...)
quarta-feira, 18 de março de 2009

3º ANO/ 9º ANO - O SÉCULO XX
O historiador inglês Eric Hobsbawn define o século XX de duas maneiras:
como um século “curto” e como uma “era de extremos”. Vamos saber mais sobre isso.
Por que o século XX é “curto”? Em primeiro lugar, precisamos lembrar que, em História, o tempo cronológico – ou seja, aquele dos relógios – nem sempre corresponde ao tempo dos historiadores... assim, historicamente, dizemos que o século XX começa quando acontece algo que rompe com os padrões do século anterior. Esse “algo” é a Primeira Guerra Mundial, que começa em 1914, 13 anos depois do início cronológico do século. Para quem gosta de cinema, existe um ótimo filme sobre a Independência dos Estados Unidos, “O Patriota”, com Mel Gibson – e uma das cenas mostra o confronto entre os exércitos inglês e americano. O que chama atenção nessa cena em particular é a FORMA com que ocorre a preparação para a luta: os dois exércitos ficam frente a frente, respeita-se um tempo para a carga das armas, espera-se a ordem de atirar... enfim, tudo sugere que o inimigo é visto como um ser humano que, por fatores políticos alheios à vontade do soldado, está no lado oposto, mas não é alguém a quem se deve odiar: a guerra do século XIX é uma guerra quase CAVALHEIRESCA, poderíamos dizer. No século XX isso acaba: apenas vencer o inimigo não é o bastante, é preciso risca-lo do mapa, eliminá-lo da face da terra... e a Primeira Guerra Mundial exemplifica isso de maneira clara, na medida em que ela ROMPE, ELIMINA, DETONA tudo que o século XIX representava – liberdade, igualdade, fraternidade – e todos os valores representados por ele: que o progresso tecnológico traria a paz, o fim da pobreza, a harmonia entre os homens... e quando se encerra esse século “curto”? segundo Hobsbawn, quando a União Soviética chega ao fim, em 1991, implodindo por suas próprias contradições e dando ao mundo o início de uma nova era, dominada por uma única super-potência, os Estados Unidos.
E por que uma “era de extremos”? porque, apesar de toda a violência, massacres, guerras, genocídios, pobreza e miséria, o século XX trouxe também progresso científico, curas de doenças teríveis, avanços da medicina, melhoria do padrão de vida... e, acima de tudo, a esperança de que o homem conseguiria enfim resolver seus problemas e avançar, não apenas na tecnologia, mas na construção de um mundo melhor...
3º ANO/ 9º ANO - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIALOlá a todos... a 1ª Guerra Mundial tem como uma de suas principais características o fato de não ter sido... mundial!!! antes que vocês pensem que fiquei maluco de vez, vamos lá:
1 - a Primeira Guerra Mundial caracteriza-se por ter sido, antes de tudo, um confronto imperialista entre as potências européias (leia-se: principalmente Alemanha e Inglaterra). Ponto. E o que essas potências buscavam? Principalmente, aquilo que já não podiam obter na Europa: matérias-primas (carvão, ferro...), mão de obra barata (gente pra trabalhar por meia dúzia de bananadas, coisa que os trabalhadores europeus, já bastante organizados, não faziam mais) e mercados consumidores (cada vez mais e mais pessoas para comprar os produtos de suas indústrias)
2 - além disso, várias outras pendengas agitavam a Europa, como conflitos entre franceses e alemães, por exemplo... mas, de modo geral, a Primeira Grande Guerra foi disputada, em sua maioria, por países europeus e em solo europeu... então, por que chamá-la de "mundial"? porque foi uma disputa entre as nações européias pelo controle de vastas regiões do mundo...
a essa altura, você poderá estar pensando: "a Alemanha está SEMPRE envolvida em confusão..." bem, é fato que os alemães podem se considerados culpados pela 2ª Guerra Mundial, mas pela Primeira... não. Quando ocorre a Primeira Guerra Mundial, os alemães desejam apenas aquilo que as outras potências européias já possuíam...
por hoje é só... continuamos depois! até lá!
1 - a Primeira Guerra Mundial caracteriza-se por ter sido, antes de tudo, um confronto imperialista entre as potências européias (leia-se: principalmente Alemanha e Inglaterra). Ponto. E o que essas potências buscavam? Principalmente, aquilo que já não podiam obter na Europa: matérias-primas (carvão, ferro...), mão de obra barata (gente pra trabalhar por meia dúzia de bananadas, coisa que os trabalhadores europeus, já bastante organizados, não faziam mais) e mercados consumidores (cada vez mais e mais pessoas para comprar os produtos de suas indústrias)
2 - além disso, várias outras pendengas agitavam a Europa, como conflitos entre franceses e alemães, por exemplo... mas, de modo geral, a Primeira Grande Guerra foi disputada, em sua maioria, por países europeus e em solo europeu... então, por que chamá-la de "mundial"? porque foi uma disputa entre as nações européias pelo controle de vastas regiões do mundo...
a essa altura, você poderá estar pensando: "a Alemanha está SEMPRE envolvida em confusão..." bem, é fato que os alemães podem se considerados culpados pela 2ª Guerra Mundial, mas pela Primeira... não. Quando ocorre a Primeira Guerra Mundial, os alemães desejam apenas aquilo que as outras potências européias já possuíam...
por hoje é só... continuamos depois! até lá!
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